O Papa e Mahmoud Abbas, promover a fraternidade humana contra os extremismos

Papa Francisco com o presidente palestino Mahmoud Abbas   (Vatican Media)


O presidente palestino recebido em audiência pelo Papa Francisco. O foco do encontro, o sexto no Vaticano, foi as boas relações entre as duas partes, mas também o estado das relações entre israelenses e palestinos e a necessidade de promover "a convivência pacífica entre as religiões". Jerusalém deve ser "reconhecida por todos como um lugar de encontro e não de conflito".

Francesca Sabatinelli – Vatican News

As relações entre a Santa Sé e o Estado da Palestina, o processo de paz entre israelenses e palestinos, a necessidade de diálogo entre as partes foram alguns dos temas abordados nesta quinta-feira (04/11) no encontro (o sexto entre Francisco e Mahmoud Abbas no Vaticano),  entre o Papa e o presidente palestino e, sucessivamente, com o cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin e o arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados.


A necessidade de diálogo entre israelenses e palestinos

Durante as conversações, de acordo com um comunicado da Sala de Imprensa vaticana, "foram reconhecidas as boas relações entre a Santa Sé e o Estado da Palestina e foram abordadas questões bilaterais de interesse mútuo". Nos encontros, lê-se ainda, "foi reconhecida a necessidade de promover a fraternidade humana e a convivência pacífica entre as várias religiões. Com relação ao processo de paz entre israelenses e palestinos, se detiveram na necessidade absoluta de reativar o diálogo direto para alcançar uma solução de dois Estados, também com a ajuda de um compromisso mais vigoroso por parte da comunidade internacional".


É necessário trabalhar pela paz

O comunicado também afirma que "Jerusalém deve ser reconhecida por todos como um lugar de encontro e não de conflito, e seu status deve preservar a identidade e o valor universal de Cidade Santa para todas as três religiões abraâmicas, inclusive através de um status especial garantido internacionalmente". O comunicado conclui que durante os encontros se falou da "urgência de trabalhar pela paz, evitando o uso de armas e combatendo todas as formas de extremismo e fundamentalismo".

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