De Truman a Trump: Como a economia se comporta com cada partido no poder

Stake traça linha do tempo de expansão e retração da economia nos Estados Unidos com governos Republicanos e Democratas desde o fim da 2º Guerra Mundial 



As eleições dos Estados Unidos geraram muito assunto em 2020, coroando a vitória de Joe Biden do partido Democrata, que assumirá seu lugar na Casa Branca no dia 20 de janeiro como 46º presidente do país.  Ao redor do mundo, as Bolsas de Valores são afetadas por movimentos políticos e na bolsa americana não é diferente. Para entender como os governos Democratas e Republicanos influenciaram os índices norte-americanos, um levantamento feito pela Stake, plataforma recém-chegada ao Brasil que conecta investidores de fora dos Estados Unidos ao mercado americano, elenca as principais altas e quedas na economia com cada um dos partidos no poder, de Truman a Trump.


Antes de mais nada, é preciso entender como funcionam o ciclos financeiros. Os ciclos de expansão (Booms) e retração (busts) da economia são característicos dos sistemas capitalistas e ocorrem ininterruptamente. Durante os Booms, a economia cresce, os empregos são abundantes e os investidores têm grandes retornos do mercado. Do lado oposto, durante os Busts, a economia encolhe, diminuem-se as oportunidades no mercado de trabalho e os investidores perdem dinheiro. Os ciclos Boom-bust duram por períodos e proporções variadas.


Com isso em mente, podemos traçar um paralelo destes ciclos na bolsa americana em governos republicanos, democratas com seus pontos de virada. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, os Estados Unidos experimentam uma alternância de poder, tendo eleitos onze presidentes Democratas (contando com Biden) e onze Republicanos no período. Analisando essa linha do tempo, alguns resultados interessantes se destacam.


Os governos republicanos são marcados por grande volatilidade de ciclos econômicos. Os eventos que tiveram maior influência na expansão durante o período que o partido esteve no comando, foram impulsionados por eventos e políticas locais e globais como o fim da Guerra da Coréia, início da corrida espacial, Olímpiadas de Los Angeles e o fim da Guerra Fria. Já os acontecimentos que levaram a economia para baixo no século XX foram marcados pelo escândalo de Watergate e embargo ao petróleo do Oriente Médio. Com o ataque às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, logo no início de mandato de George W. Bush, reflexos foram sentidos durante todo seu governo, quando a economia entrou em colapso com a Guerra contra o Iraque e a Crise Financeira Global (GFC) de 2008. Mais recente, no governo Trump, a Guerra comercial com a China e a crise sanitária da Covid-19 foram causadoras de perdas nos mercados americanos. 


Já os governos democratas, costumam ter ciclos econômicos mais longos. Os principais acontecimentos que marcaram as gestões Democratas no século XX foram o próprio fim da Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã. Sob a liderança de Bill Clinton, os Estados Unidos passaram por um período de Boom econômico com o crescimento tecnológico. O lançamento do Google e a bolha da Internet são exemplos dessa época. Após um período conturbado, o presidente Barack Obama nos primeiros meses no poder, assina a liberação de um pacote de US$ 787 Bilhões para estimular a economia muito debilitada pela Crise Financeira Global, trazendo estabilidade para o mercado.


Em números, Republicanos passaram por sete períodos de expansão e dez períodos retração. Já os Democratas têm na conta dois grandes períodos de Boom e cinco momentos nos quais o mercado recuou. As variáveis para o mandato do presidente eleito Joe Biden ainda estão muito abertas, tornando qualquer projeção em pura especulação. Porém, se a História servir de parâmetro, os mercados terão um período de estabilidade, só não se sabe se em alta ou em recessão.           


  • Sobre a Stake
  • Fundada em 2017 na Austrália, a Stake é uma plataforma que conecta pessoas que estão fora dos EUA ao mercado de ações americano, levando a todos as oportunidades de Wall Street de forma rápida e descomplicada. Com mais de 150 mil clientes na Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia, a plataforma chega à América Latina em 2020 oferecendo atendimento em português, taxa zero de corretagem, sem investimento mínimo e acesso a mais de 3.700 ações americanas e ETFs,além da possibilidade de investir de forma fracionada, ou seja, comprar qualquer quantia em dólar de qualquer ação.