Ucrânia teme que Belarus envie reforços às tropas russas em seu território

 


E se Belarus lançasse ataques à Ucrânia a partir de seu solo? Este é um dos maiores temores do ministério da Defesa ucraniano na atual conjuntura, depois de sinais de uma "atividade significativa" na fronteira. Na terça-feira (1º), o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, ordenou o envio de forças adicionais para o sul do país, mas jurou que não participaria desta ofensiva russa.


As tropas bielorrussas estão se reagrupando na fronteira com a Ucrânia, com aviões sobrevoando a fronteira, disse o ministério da Defesa ucraniano. Os serviços de inteligência têm observado comboios de veículos que transportam alimentos e munições.


Isto provoca receio de que Belarus esteja, na verdade, totalmente envolvido na guerra para dar reforço aos soldados russos. O ministério da Defesa da Ucrânia disse, em uma declaração no Facebook, que, desde o início da invasão, mísseis foram "sistematicamente" lançados do território bielorrusso contra alvos militares e civis na Ucrânia. Soldados russos foram destacados para o local durante várias semanas, oficialmente para "exercícios".


A União Europeia (UE) adicionou 22 oficiais superiores das forças armadas bielorrussas à sua lista de pessoas sancionadas por seu apoio à invasão da Rússia na Ucrânia, de acordo com uma declaração desta quarta-feira (2).


 As sanções "específicas" consistem em um congelamento de bens e uma proibição de viajar e permanecer na UE. O bloco adotou no domingo novas sanções contra Belarus ao proibir a exportação dos "setores econômicos mais importantes" do regime de Minsk, "cúmplice" da invasão russa na Ucrânia, anunciou a presidente da Comissão Européia Ursula von der Leyen. Os setores em questão são hidrocarbonetos, tabaco, cimento e aço, disse a chefe do Executivo europeu.



Lukashenko diz que não participa da ofensiva na Ucrânia

Belarus, por sua vez, assegura que nenhum de seus militares está participando desta ofensiva conduzida a partir de seu solo. "Esta não é nossa tarefa", disse Alexander Lukashenko, que governa o país com punho de ferro desde 1994.


Entretanto, o presidente bielorrusso confirmou que havia ordenado o envio de mais soldados e aeronaves no sul, em Gomel, Baranovitchi e Lunints, na fronteira com a Ucrânia. Ele pediu o envio de "cinco grupos táticos de batalhão para proteger este local" no sul, geralmente compostos de centenas de soldados, equipados com veículos blindados e armas de artilharia.


Forças adicionais na fronteira com a Polônia

Ele também defendeu o posicionamento de forças adicionais na fronteira com a Polônia, no oeste, para proteger Belarus de um possível ataque da OTAN: "Sob nenhuma circunstância devemos permitir uma invasão das forças em território bielorrusso ou qualquer operação em nosso território", disse Lukashenko.


Ele disse ter pedido ao presidente russo Vladimir Putin uma entrega adicional dos sistemas antiaéreos russos S-400, que já estão implantados na região de Gomel (sul), para serem instalados na fronteira ocidental de Belarus.


De seu exílio na Lituânia, a líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya apelou aos soldados de seu país para que se recusassem a participar da guerra e a ficar ao lado dos ucranianos.E se Belarus lançasse ataques à Ucrânia a partir de seu solo? Este é um dos maiores temores do ministério da Defesa ucraniano na atual conjuntura, depois de sinais de uma "atividade significativa" na fronteira. Na terça-feira (1º), o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, ordenou o envio de forças adicionais para o sul do país, mas jurou que não participaria desta ofensiva russa.


As tropas bielorrussas estão se reagrupando na fronteira com a Ucrânia, com aviões sobrevoando a fronteira, disse o ministério da Defesa ucraniano. Os serviços de inteligência têm observado comboios de veículos que transportam alimentos e munições.


Isto provoca receio de que Belarus esteja, na verdade, totalmente envolvido na guerra para dar reforço aos soldados russos. O ministério da Defesa da Ucrânia disse, em uma declaração no Facebook, que, desde o início da invasão, mísseis foram "sistematicamente" lançados do território bielorrusso contra alvos militares e civis na Ucrânia. Soldados russos foram destacados para o local durante várias semanas, oficialmente para "exercícios".


A União Europeia (UE) adicionou 22 oficiais superiores das forças armadas bielorrussas à sua lista de pessoas sancionadas por seu apoio à invasão da Rússia na Ucrânia, de acordo com uma declaração desta quarta-feira (2).


 As sanções "específicas" consistem em um congelamento de bens e uma proibição de viajar e permanecer na UE. O bloco adotou no domingo novas sanções contra Belarus ao proibir a exportação dos "setores econômicos mais importantes" do regime de Minsk, "cúmplice" da invasão russa na Ucrânia, anunciou a presidente da Comissão Européia Ursula von der Leyen. Os setores em questão são hidrocarbonetos, tabaco, cimento e aço, disse a chefe do Executivo europeu.



Lukashenko diz que não participa da ofensiva na Ucrânia

Belarus, por sua vez, assegura que nenhum de seus militares está participando desta ofensiva conduzida a partir de seu solo. "Esta não é nossa tarefa", disse Alexander Lukashenko, que governa o país com punho de ferro desde 1994.


Entretanto, o presidente bielorrusso confirmou que havia ordenado o envio de mais soldados e aeronaves no sul, em Gomel, Baranovitchi e Lunints, na fronteira com a Ucrânia. Ele pediu o envio de "cinco grupos táticos de batalhão para proteger este local" no sul, geralmente compostos de centenas de soldados, equipados com veículos blindados e armas de artilharia.


Forças adicionais na fronteira com a Polônia

Ele também defendeu o posicionamento de forças adicionais na fronteira com a Polônia, no oeste, para proteger Belarus de um possível ataque da OTAN: "Sob nenhuma circunstância devemos permitir uma invasão das forças em território bielorrusso ou qualquer operação em nosso território", disse Lukashenko.


Ele disse ter pedido ao presidente russo Vladimir Putin uma entrega adicional dos sistemas antiaéreos russos S-400, que já estão implantados na região de Gomel (sul), para serem instalados na fronteira ocidental de Belarus.


De seu exílio na Lituânia, a líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya apelou aos soldados de seu país para que se recusassem a participar da guerra e a ficar ao lado dos ucranianos.

Texto por: RFI

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