Vozes de Mulheres: cantora brasileira apresenta seu repertório em Paris


Cantora e violonista, autora e compositora, Dina Tavares mora na França desde a sua vitória como artista intérprete do prêmio "Descoberta América Latina”, da Rádio França Internacional, em 1996. Dina se apresenta nesta quinta-feira (30) na Casa da América Latina, em Paris, dentro do programa "Vozes de Mulheres".




A cantora brasileira Dina Tavares canta nos estúdios da RFI, onde ela ganhou o prêmio Descoberta América Latina, em 1996. RFI
Após ganhar o prêmio, ela veio fazer carreira na França. Na sua bagagem ela trouxe sua paixão musical nascida dos sons do violão de seu pai, do canto de sua mãe e trajetória iniciada na Rádio Educadora do estado da Bahia, repleta de apresentações em palcos variados: casas de shows, teatros, carnavais.

Antes de fazer carreira solo, Dina foi cantora de carnaval. “Eu tive a felicidade de cantar no Carnaval com este trio elétrico maravilhoso, onde eu fazia backing vocal. Eu também fazia solos. Nós fomos animar a festa de aniversário da rainha Silvia, na Suécia, com o grupo "Quarto Crescente, no qual eu era solista”, conta.

Sua carreira internacional inclui apresentações nos Estados Unidos e na Europa. Com primeiro show solo, "Diamante Bruto", ela recebeu na Bahia o troféu Caymmi de intérprete revelação.

Descontraída

Na França, ela gravou dois discos: “Linha da Vida” e "AOD" - Appellation D'Origine Décontractée” (Apelaçao de Origem Descontraída, em português).

“Há 20 anos, quando eu cheguei aqui, descobri todo um universo gastronômico e a exigência francesa com os produtos, com a cultura. Eu fui orientada a seguir o selo AOC (Apelação de Origem Controlada) francês. Mas, na verdade, esta denominação tem um  pouco do temperamento europeu, muito controlado, mais quadrado. E vindo da Bahia, mais relaxada, eu fiz um samba comparando e combinando a AOC e a AOD", conta.

No show em Paris, ela estará acompanhada do violonista Roberto Stimoli (violão de sete cordas) e traz novas composições no seu repertório. “Eu componho samba reggaes bem intimistas”, diz ela, sobre a passagem de cantora de trio elétrico ao modo “banquinho e violão”.

Sobre as novas composições, ela destaca as feitas em parceria. “Tenho um novo parceiro, o Eduardo Affonso, que é cronista do jornal O Globo. Temos um contato virtual e compomos juntos. É um poeta fantástico”, conta Dina, que canta também em francês.

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